Ernst Jünger (1895 – 1998)
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Escritor, filósofo e entomologista alemão, Ernst Jünger nasceu em Heidelberg em 29 de março de 1895. Depois de uma adolescência agitada e uma fuga aos dezesseis anos para se engajar na Legião Estrangeira, na qual pode conhecer a África no início do século XX, participou com entusiasmo da Primeira Guerra Mundial e recebeu a condecoração Pour le Mérite em 1918, denominada também como Max Azul (Blauer Max).Mais tarde escreveu a experiência das trincheiras com horror, mas também com fascinação no livro In Stahlgewittern (Tempestades de Aço), talvez o mais acessível e que alcançou rápido sucesso. Depois da derrota alemã, Jünger continuou seus estudos de zoologia e botânica, e escreveu em diversas publicações nacionalistas-direitistas.
Sondado pelo partido nazista devido a seu passado de combatente e seus escritos políticos nacionalistas, ele recusou qualquer participação. Desde 1933 a Gestapo passou a observar sua residência e passou a ser vigiado pelo regime, talvez por isso mudou-se para uma aldeia, Goslar, nas montanhas Harz; depois se radicou en Überlingen. Ano em que recusou entrar na Academia de Poesia Alemã. Em 1934 publicou a sua primeira denúncia ao racismo fascista em seu texto “Blaetter und Steine” (Folhas e pedras). Em seguida realizou uma série de viagens: a Noruega em 1935, ao Brasil, Ilhas Canárias e Marrocos em 1936. No ano seguinte fez contato com André Gide e Julien Green. Em 1939, mudou-se para Kirchhorst na Baixa Saxônia e publicou sua obra-prima “Sobre as falésias de mármore”, romance alegórico que denuncia a barbárie perpetrada pelo Nazismo. Mais do que a denúncia de um regime autoritário, o romance ilustra de maneira sutil as forças que se estabelecem num regime ditatorial. Faleceu em Riedlingen, 17 de fevereiro de 1998.
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